Cesáreas podem ser limitadas por projeto de lei

Redução do número de cesáreas

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou na última quinta-feira (11) audiência pública para discutir o Projeto de Lei 7633/14, em análise no colegiado, que incentiva a realização de partos normais (ou naturais) no Brasil e, assim, reduz o número de cesáreas.

A proposta, do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), estabelece que médicos e profissionais de saúde devem dar prioridade à assistência humanizada nos partos, preferindo métodos não invasivos e a utilização de remédios e cirurgias apenas quando estritamente necessário. Todos os hospitais deverão respeitar o limite de 15% de cesáreas, percentual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Atualmente, conforme dados do Ministério da Saúde, 84% dos partos realizados no Brasil na iniciativa privada são cesarianas. Na rede pública, o índice é menor, porém bem distante do recomendável pela OMS: 40%.

Pelo projeto de Jean Wyllys, a mulher fará jus, desde a descoberta da gravidez, à elaboração de um plano individual de parto. Nesse documento, ficarão registradas todas as suas opções, o tipo de parto que prefere e o local onde quer que ocorra. A gestante também terá direito a um acompanhante durante todo o processo e poderá contratar profissional auxiliar (doula) para oferecer suporte afetivo e físico à futura mãe no parto.

Convidados

A iniciativa da audiência é do deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES). Foram convidadas as seguintes autoridades para o debate:

– a coordenadora-geral de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Maria Esther Albuquerque Vilela;
– o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital Tavares Corrêa Lima;
– a vice-presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Irene do Carmo Alves Ferreira;
– o presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Etelvino de Souza Trindade;
– o representante da Associação Médica Brasileira, Eduardo da Silva Vaz;
– a presidente da ONG Artemis, que atua na prevenção e erradicação de todas as formas de violência contra a mulher, Raquel de Almeida Marques; e
– a presidente da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento, Daphne Rattner

 

Informações de SaúdeJur

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