Em 20 anos, número de fumantes cai pela metade no Brasil

Em 20 anos, número de fumantes cai pela metade no Brasil

Neste domingo, 31 de maio, comemorou-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data que também marca o primeiro ano após a regulamentação da Lei Antifumo (12.546/11), em vigor desde 3 de dezembro em todo o Brasil. Trata-se de uma causa com números bastante expressivos: de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o cigarro é responsável por seis milhões de mortes ao ano. No Brasil, são 200 mil mortes provocadas pelo tabagismo todo ano. A boa notícia é que houve uma queda 30,7% de fumantes nos últimos 9 anos, conforme o Ministério da Saúde.

Segundo um levantamento, feito a partir de um modelo matemático desenvolvido nos Estados Unidos e com dados epidemiológicos do Brasil, a redução foi de quase metade do número de fumantes nos últimos 20 anos. Dentre as razões dessa diminuição, estão as campanhas contra o fumo veiculadas em nome do Ministério da Saúde e os aumentos dos impostos sobre os produtos derivados de tabaco. Mesmo com as medidas antitabagistas e com o êxito crescente nas estatísticas, o fumo ainda é a principal causa de mortes evitáveis no mundo.

Veja as estimativas dos impactos das medidas sobre o tabagismo no país em 20 anos:

• Entre 1989 e 2008, o tabagismo no Brasil praticamente caiu pela metade
• Em 1989, cerca de 43% dos homens e 27% das mulheres fumavam. Já em 2008, esse número caiu para aproximadamente 23% e 14% respectivamente
• 46% dessa redução ocorreu por causa do aumento das taxas sobre os produtos derivados de tabaco
• 14% da redução aconteceu em virtude das leis de restrição do cigarro em ambientes fechados
• 14% da queda ocorreu devido à restrição de publicidade dessa categoria de produto
• 10% dessa redução se deve aos programas de tratamento contra o tabagismo
• 8% dessa diminuição aconteceu por conta das advertências dos problemas de saúde nas embalagens
• 6% da redução aconteceu em decorrência das campanhas na mídia contra o cigarro

“O Brasil está empenhado em reduzir as perdas causadas pelo fumo passivo, que, segundo a OMS, é a terceira maior causa de morte evitável do mundo (nas primeiras posições, estão o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool). Quem ganha é a saúde pública, em especial a população que não fuma, mas convive com a fumaça do cigarro dos outros”, avalia Cristina Perez, consultora de Promoção da Saúde da Fundação do Câncer.

Fumante paga mais pela Saúde

Fumar pode significar um aumento substancial na mensalidade do plano ou seguro de saúde. Nos Estados Unidos, algumas empresas – como Home Depot, PepsiCo e General Mills -, passaram a cobrar mais pelo benefício aos colaboradores fumantes. A varejista Walmart acrescentou cerca de US$ 2 mil por ano no seguro-saúde para este grupo de trabalhadores.

Ao aumentar a cobrança do seguro, o Walmart – hoje maior empregador dos Estados Unidos – recebeu duras críticas de especialistas em benefícios. Segundo a varejista, a cobrança se justifica pois, em média, os fumantes usam a estrutura do seguro com 25% mais frequência dos que os não fumantes. Para especialistas em relações trabalhistas, a desigualdade só se justificaria se a companhia oferecesse algum tipo de programa de promoção à saúde, o que não ocorre de modo estruturado dentro da empresa. Apesar de acusado de ato discriminatório, o Walmart manteve sua decisão.

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