Definitivo do Comportamento Médico nas Redes Sociais

O Segredo Médico

Foto: ghi.ch

O aviso de silêncio nas paredes dos hospitais talvez nos diga muito mais do que realmente pareça. Os hospitais são lugares feitos para e pelo silêncio. A cena clássica da vida real, tantas vezes reproduzidas em filmes e novelas, do médico indo ao encontro da família na sala de espera para anunciar alguma notícia delicada, ilustra bem a relação tênue e voraz que existe entre a saúde física e a emocional.

A exposição do paciente, sem o respaldo de seu consentimento – e isso vale tanto de médico para equipe quanto de médico para público -, se traduz em efeitos que vão para além do constrangimento e danos morais e/ou materiais. São efeitos que se estendem e podem causar tristeza, desânimo, desobediência no tratamento e tantos outros elementos íntimos, nocivos à sua recuperação, e prejudicam, e muito, a relação com quem deveria ser seu grande parceiro no momento: o corpo médico.

Aprofundando mais ainda a questão, chegando na esfera legal do assunto, a lei é bem clara. Segundo o CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo): “O segredo pertence, pois, ao paciente, e o direito e a ética reprimem a conduta do profissional que injustamente o revele”.

O documento chave para a sistematização de qualquer caso clínico, em meio a tantos relatórios e outros papéis ligados ao paciente, é, sem sombra de dúvida, o prontuário. A Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.638/2002 o define como: “O documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”. Silêncio é segredo. E o segredo médico, estritamente ligado ao prontuário, onde tudo da relação médico-paciente é relatado, torna-se fator fundamental para qualquer recuperação.

A responsabilidade moral e jurídica é a primeira semente que deve ser plantada ao longo do caminho para a construção de uma carreira profissional respeitada e sólida.

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