Segunda opinião médica ganha espaço no mercado

Foto: freepik.com

A Advance Medical completa dois anos de sua operação no Brasil e projeta dobrar de tamanho no país em 2017, além de pretender atingir um milhão de vidas até 2020.

As informações são do CEO da companhia no país, Caio Soares. “Somos pioneiros no mundo na prestação deste serviço e estamos desde meados de 2014 inaugurando este mercado no Brasil, país estratégico aos planos de expansão da companhia na América Latina, afirma.

Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP, com especializações em administração de saúde na FGV e Catastrophe Management pela Harvard Medical School, antes de ser convidado para tocar os projetos da Advance no Brasil, Caio Soares ocupou por seis anos o cargo de diretor médico da operadora de planos de saúde Premium Omint.

Fundada em 1999, em Barcelona, a Advance Medical conta hoje com 35 milhões de vidas em carteira e deve registrar faturamento global de EUR 350 milhões em 2016. Com escritórios em Barcelona, São Paulo Boston, Budapeste, Lisboa, Londres, Santiago e Xangai, a companhia mantém pontos de apoio em mais de 50 países.

A operação brasileira da Advance conta atualmente com mais de 150 mil vidas atendidas, entre colaboradores e dependentes de empresas clientes de grande porte, como Renault, Google, Hospital Sírio Libanês, Suzano Papel e Celulose, entre outras. “Fecharemos 2016 com crescimento de 44% ”, afirma Soares. A companhia também oferece suporte para grandes clientes globais do grupo.

A estratégia de crescimento da empresa no país é focada em companhias com mais de 1.500 funcionários, dos mais variados setores. O serviço oferece resultados do chão de fábrica à alta direção e entre os principais argumentos estão a redução de custos em saúde, que pode chegar a 15% após um ano de atendimento.

Ofertamos aos nossos clientes relatórios de custos evitados nos casos que gerenciamos. Não raramente estes recursos superam em três vezes o investimento anual demandado pelos serviços da Advance Medical.

― Caio Soares

Segunda opinião: foco na redução de custos

Estudo global da empresa revela que os casos mais graves ou de alta complexidade representam 20% do total de casos registrados atendidos pelas empresas e respondem, em média, por 80% dos custos. E, para piorar ainda mais o cenário, 50% dos casos de gravidade moderada podem se tornar de alta complexidade.

Para entregar o que promete, a companhia acompanha sistematicamente as ocorrências de saúde, dos casos mais simples aos mais graves. O serviço é acionado pelo paciente que recebe orientações médicas e outras categorias de profissionais de saúde especializados como enfermeiros, nutricionistas e outros. São acompanhadas demandas desde dietas alimentares, gripes e resfriados, assim como as mais graves, entre elas doenças cardiovasculares, cânceres e outras.

“Temos resultados significativos. Resolvemos aproximadamente 50% dos casos pela nossa plataforma de atendimento composto por médicos de família e enfermeiros especializados. Evitamos visitas desnecessárias ao Pronto Socorro, além de reduzirmos cerca de 30% do volume de cirurgias, as desnecessárias”, destaca Soares.

Já os casos mais complexos recebem pareceres de especialistas de referência ligados a hospitais e centros médicos reconhecidos no Brasil e internacionalmente. E é neste ponto que está o segredo do negócio cujo objetivo final é oferecer o melhor da medicina e, consequentemente, impactar nos custos com a saúde.

“A natureza do nosso serviço é apoiar os pacientes e seus médicos na tomada de decisões corretas. Por outro lado, as empresas também se beneficiam evitando gastos desnecessários com diagnósticos equivocados ou incompletos, além de tratamentos inadequados. Acaba sendo sempre benéfico para todos os envolvidos”, garante.

Tendência em benefícios

Para auxiliá-lo na estruturação da Advance e para implementar a estratégia de expansão da companhia, Soares conta com Jean Marc Nieto. O executivo, com MBA pela IESE Business School,registrou passagens pela consultoria IHS, além de companhias do setor financeiro como American Express e Banco Votorantim,

O segmento de gestão de saúde populacional corporativa vêm apresentando crescimento vertiginoso mundo afora também como tendência em benefícios corporativos.

“Nossas análises de mercado demonstram que o setor tem crescido a taxas anuais acima de 30% na Europa e nos Estados Unidos nos últimos cinco anos. Devemos viver esse boom no Brasil em breve. Não somente as empresas querem o serviço, mas os trabalhadores também.”, aposta Nieto.

Para o executivo, o gestor de Recursos Humanos que pretende assumir uma postura mais estratégica junto ao seu negócio pode e deve utilizar o serviço como atração e retenção de talentos, mas o seu grande desafio é engajar seu público interno a usar a ferramenta como um apoio relevante na tomada de decisões em saúde.

Jean Marc Nieto adianta que todo marketing da companhia para 2017 seguirá essa linha de atuação, trabalhando o conceito de colocar a decisão nas mãos do paciente e estimulando as pessoas a buscarem mais informações sobre este benefício.

 

Fonte: Revista Apólice


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